{"id":14877,"date":"2026-04-16T11:55:19","date_gmt":"2026-04-16T14:55:19","guid":{"rendered":"https:\/\/visitveadeiros.com.br\/?p=14877"},"modified":"2026-04-16T11:55:19","modified_gmt":"2026-04-16T14:55:19","slug":"quilombo-kalunga-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/?p=14877","title":{"rendered":"Hospitalidade \u00e9 o ponto alto de visita ao quilombo Kalunga, no cerrado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Texto por Gabriel Justo | <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/turismo\/2026\/04\/hospitalidade-e-o-ponto-alto-de-visita-ao-quilombo-kalunga-no-cerrado.shtml\">Folha UOL<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Perto da Chapada dos Veadeiros, local tem tr\u00eas cachoeiras e se tornou refer\u00eancia em turismo de base comunit\u00e1ria<\/li>\n\n\n\n<li>Al\u00e9m de receber e servir, s\u00e3o os pr\u00f3prios quilombolas que desenham e gerenciam toda a atividade tur\u00edstica ali<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CAVALCANTE (GO)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na metade do s\u00e9culo 18, mais ou menos na mesma \u00e9poca em que o bandeirante Anhanguera buscava ouro escondido nos rinc\u00f5es do Brasil e fundava a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/turismo\/2018\/08\/patrimonio-mundial-no-pais-sofre-com-falta-de-publico-e-de-gestao.shtml\">Cidade de Goi\u00e1s<\/a>, alguns escravizados que fugiam do trabalho for\u00e7ado nas minas se refugiaram em um territ\u00f3rio a cerca de 600 quil\u00f4metros daquela que era ent\u00e3o a nova capital da prov\u00edncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Protegido pelas v\u00e1rias serras que o cercam, o lugar resistiu no seu isolamento por s\u00e9culos. Mesmo ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o, em 1888, os kalunga passaram inc\u00f3lumes pelo menos at\u00e9 os anos 1950, quando o mundo exterior alcan\u00e7ou o povoado. At\u00e9 ent\u00e3o, os centros urbanos mais pr\u00f3ximas dali eram&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/turismo\/2026\/03\/grandes-cachoeiras-e-sitios-arqueologicos-formam-polo-ecoturistico-no-oeste-baiano.shtml\">Barreiras, no interior da Bahia<\/a>, e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/goiania\/\">Goi\u00e2nia<\/a>, ambas a cerca de 500 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. As jovens capitais&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/brasilia\/\">Bras\u00edlia&nbsp;<\/a>e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/palmas\/\">Palmas&nbsp;<\/a>nem sonhavam em existir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2026\/04\/15\/177628882069e004344eac6_1776288820_3x4_md.jpg\" alt=\"Cachoeira de queda alta des\u00e1gua em piscina natural de \u00e1gua azul-turquesa cercada por vegeta\u00e7\u00e3o densa. Pessoas nadam e se divertem na \u00e1gua e na base da queda d'\u00e1gua.\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cachoeira Santa B\u00e1rbara, o principal atrativo do quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO) &#8211;\u00a0Gabriel Justo\/Folhapress<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse isolamento todo, ao longo dos s\u00e9culos os kalunga conseguiram construir, mas principalmente preservar um modo de vida e uma cultura pr\u00f3prios. &#8220;A gente vivia s\u00f3 com o conhecimento dos mais velhos, da floresta mesmo. N\u00e3o tinha hospital, muito menos escola&#8221;, conta Get\u00falia, nascida e criada ali, e morta h\u00e1 algumas semanas, aos 68 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, o quilombo Kalunga, com uma \u00e1rea um pouco menor do que metade do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/distrito-federal\/\">Distrito Federal<\/a>&nbsp;abriga cerca de 8.000 pessoas em 37 comunidades, que vivem da agricultura familiar e, hoje principalmente, do turismo. Os primeiros visitantes surgiram nos anos 1990, quando foi reconhecido pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2023\/04\/por-que-a-fundacao-palmares-e-importante-para-os-quilombos-do-pais.shtml\">Funda\u00e7\u00e3o Palmares<\/a>&nbsp;como s\u00edtio hist\u00f3rico e patrim\u00f4nio cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas foi nos \u00faltimos 20 anos que os kalunga se tornaram refer\u00eancia no chamado turismo de base comunit\u00e1ria, centrado na valoriza\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais e das suas culturas \u2014justamente por isso, \u00e9 um modelo de turismo considerado respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m de receber e servir, s\u00e3o os pr\u00f3prios quilombolas que desenham e gerenciam toda a atividade tur\u00edstica no local \u2014o que faz toda a diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 para eles, que conseguem se blindar dos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/monicabergamo\/2026\/03\/turismo-e-bom-e-gera-emprego-mas-eleva-custo-de-vida-para-paulistanos-diz-pesquisa.shtml\">efeitos negativos do turismo<\/a>, mas para os pr\u00f3prios turistas, que t\u00eam uma experi\u00eancia essencialmente raiz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A estrutura n\u00e3o poderia ser mais simples. Na sede do quilombo, que funciona como centro de recep\u00e7\u00e3o, as poucas ruas s\u00e3o de terra, e a energia el\u00e9trica, novidade que chegou pouco antes da pandemia, ainda falha com frequ\u00eancia. Chuveiro el\u00e9trico \u00e9 um luxo que s\u00f3 funciona \u00e0s vezes, e ar condicionado n\u00e3o existe \u2014e nem precisa, j\u00e1 que mesmo no ver\u00e3o as noites s\u00e3o frias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a class=\"gallery-widget-pre__link\" href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1862566813750038-veja-como-e-visitar-o-quilombo-kalunga-na-chapada-dos-veadeiros\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2026\/04\/15\/177628221669dfea683860b_1776282216_3x2_md.jpg\" alt=\"Veja como \u00e9 visitar o quilombo Kalunga, na Chapada dos Veadeiros\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1862566813750038-veja-como-e-visitar-o-quilombo-kalunga-na-chapada-dos-veadeiros\"><em>Veja como \u00e9 visitar o quilombo Kalunga, na Chapada dos Veadeiros<\/em><\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"javascript:void(0);\"><\/a><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"h-por-outro-lado-as-cachoeiras-escondidas-por-ali-surpreendem-ate-mesmo-aqueles-que-ja-rodaram-pela-chapada-dos-veadeiros\"><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/#\"><\/a><a href=\"javascript:void(0);\"><\/a><a href=\"javascript:void(0);\"><\/a><a href=\"javascript:void(0);\"><\/a>Por outro lado, as cachoeiras escondidas por ali surpreendem at\u00e9 mesmo aqueles que j\u00e1 rodaram pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/chapada-dos-veadeiros\/\">Chapada dos Veadeiros<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As jardineiras que levam at\u00e9 elas partem do centro de visitantes, vizinho \u00e0 lanchonete que serve o caf\u00e9 da manh\u00e3. Os ve\u00edculos v\u00e3o at\u00e9 um ponto de apoio, e de de l\u00e1 partem as trilhas at\u00e9 as quedas d\u2019\u00e1gua. Todas s\u00e3o acess\u00edveis, bem sinalizadas e conservadas pela pr\u00f3pria comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os trajetos, tanto de carro quanto a p\u00e9, s\u00e3o um deleite. Enquanto o sacolejo quebra o gelo do grupo, as pontes de madeira e a poeira vermelha do cerrado d\u00e3o um clima de aventura ao passeio, seja atravessando a vastid\u00e3o das paisagens do cerrado ou vencendo grandes pirambeiras que parecem intranspon\u00edveis. \u00c9 interessante notar, por exemplo, como o contraste da vegeta\u00e7\u00e3o mais alta e frondosa com a aparente secura do cerrado denuncia de longe onde est\u00e3o os cursos d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caminho, as guias (boa parte delas \u00e9 formada por mulheres) n\u00e3o demoram a compartilhar curiosidades sobre o lugar. Elas relembram como foi o trabalho de qualificar as trilhas para dar mais seguran\u00e7a aos turistas, e tamb\u00e9m apontam, ali na natureza mesmo, as plantas usadas para tratar feridas, inflama\u00e7\u00f5es e at\u00e9 anemia \u2014tudo aprendido e ensinado na base da oralidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a class=\"gallery-widget-pre__link\" href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1766265545051464-quilombo-kalunga\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2023\/05\/18\/168444210364668bf7a2628_1684442103_3x2_md.jpg\" alt=\"Quilombo Kalunga\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\"><a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1766265545051464-quilombo-kalunga\"><em>Quilombo Kalunga<\/em><\/a><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"javascript:void(0);\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A principal cachoeira do Kalunga \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/turismo\/2023\/04\/conheca-10-cachoeiras-imperdiveis-para-visitar-no-brasil.shtml\">Santa B\u00e1rbara<\/a>, eleita pela&nbsp;<strong>Folha&nbsp;<\/strong>um dos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/turismo\/2023\/07\/veja-quais-sao-os-100-lugares-mais-incriveis-do-brasil-para-conhecer-antes-de-morrer.shtml\">100 lugares imperd\u00edveis no Brasil<\/a>. Suas \u00e1guas cristalinas, com um azul-turquesa mais caracter\u00edstico at\u00e9 do Jalap\u00e3o do que da pr\u00f3pria chapada, s\u00e3o hipnotizantes. E o mergulho, melhor ainda, uma vez que o po\u00e7o \u00e9 largo e fundo, mas ao mesmo tempo seguro para quem n\u00e3o sabe nadar \u2014os guias tamb\u00e9m oferecem macarr\u00f5es de piscina para quem precisar. D\u00e1 at\u00e9 para sentar nas pedras embaixo da queda para sentir a for\u00e7a da \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a cachoeira Capivara \u00e9 a \u00fanica que dispensa o trajeto de jardineira (pois fica pertinho da sede), mas exige mais preparo f\u00edsico dos visitantes \u2014\u00e9 tamb\u00e9m a mais divertida. A trilha de 1,7 km chega nela pelo alto, onde h\u00e1 um pequeno po\u00e7o ideal para crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas aqueles que conseguem descer mais um pouco, num finalzinho de trilha bastante \u00edngreme, chega ao po\u00e7o principal, que mais parece uma piscina de borda infinita natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vista para a imensid\u00e3o do cerrado, ali totalmente preservado pelos kalunga, vai longe. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o fazer uma compara\u00e7\u00e3o com as paisagens entre Bras\u00edlia e a chapada, totalmente tomadas pelas planta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2026\/04\/15\/177628223069dfea76a358c_1776282230_3x2_md.jpg\" alt=\"Cachoeira com duas quedas d'\u00e1gua em meio a rochas e vegeta\u00e7\u00e3o seca. Piscina natural de \u00e1gua transparente na base, com pedras vis\u00edveis no fundo. C\u00e9u azul claro sem nuvens ao fundo.\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Cachoeira Capivara, no quilombo Kalunga, em Cavalcante (GO) &#8211;\u00a0Gabriel Justo\/Folhapress<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da borda infinita, os guias indicam que a \u00faltima cachoeira aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio, a Candaru, fica l\u00e1 embaixo no precip\u00edcio. Mal d\u00e1 para ver. O engra\u00e7ado \u00e9 que, ao chegar a ela, tamb\u00e9m n\u00e3o se v\u00ea nenhum sinal da cachoeira anterior, l\u00e1 em cima. Perto delas, a Candaru \u00e9 a menos interessante, talvez por ficar numa altitude mais baixa, sem grandes vistas. Mas seus dois po\u00e7os, gigantes, valem a visita mesmo assim.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a maior riqueza do lugar \u00e9 mesmo a conviv\u00eancia com os quilombolas. A intera\u00e7\u00e3o com eles mostra, por exemplo, como a preserva\u00e7\u00e3o daquele para\u00edso depende muito do dom\u00ednio do territ\u00f3rio, frequentemente amea\u00e7ado por invasores \u2014atualmente, apesar da demarca\u00e7\u00e3o do quilombo, apenas 50% da \u00e1rea pertence oficialmente aos kalunga.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No passado, ali\u00e1s, era para esses invasores que os quilombolas precisavam se submeter (inclusive sendo assediados para vender os pr\u00f3prios filhos, relato que nos faz lembrar de como a escravid\u00e3o faz parte da hist\u00f3ria recente) para garantir um sustento al\u00e9m do que vem daquela terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Hoje n\u00e3o precisamos mais disso nem ir \u00e0 cidade para vender a nossa produ\u00e7\u00e3o, porque temos a renda e o movimento do turismo&#8221;, diz o l\u00edder comunit\u00e1rio Cirilo dos Santos, 71. No final dos anos 1980, ele ouviu pelo r\u00e1dio sobre uma tal de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria, que acabara de aparecer na Constitui\u00e7\u00e3o, e foi atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2026\/04\/15\/177628415169dff1f72a839_1776284151_3x2_md.jpg\" alt=\"Quatro pessoas sentadas em um banco de madeira em ambiente interno com piso de cimento. Atr\u00e1s delas, um mural colorido exibe um padr\u00e3o geom\u00e9trico amarelo, laranja e rosa com a imagem de dois punhos entrela\u00e7ados no centro. O teto \u00e9 de palha com estrutura de madeira aparente.\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>L\u00edderes comunit\u00e1rios do Quilombo Kalunga compartilham suas experi\u00eancias com os visitantes; da esq. para dir., Jorge, Cirilo, Nat\u00e1lia Domingas e Get\u00falia &#8211;\u00a0Gabriel Justo\/Folhapress<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 naquela \u00e9poca, Santos entendeu que o turismo poderia mudar a vida da comunidade, desde que fosse totalmente operado por ela. &#8220;Sem o turismo, n\u00e3o ter\u00edamos progresso, mas os benef\u00edcios tinham que ser organizados pela nossa comunidade, e assim foi feito.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com cada vez mais visitantes circulando, o empreendedorismo floresceu. A infinidade de produtos cultivados ali, que inclui at\u00e9 baunilhas (o cheiro fresco delas d\u00e1 \u00e1gua na boca) est\u00e1 toda \u00e0 venda na lojinha do centro de visitantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Surgiram tamb\u00e9m pousadinhas familiares e restaurantes, como o Ra\u00edzes Kalunga e o Gamela\u2019s, onde o p\u00fablico se serve direto nas panelas sobre o fog\u00e3o a lenha. A variedade de op\u00e7\u00f5es \u00e9 enorme (com arroz, feij\u00e3o, frango, peixe, muitos legumes), e o sabor \u00e9 de comida de m\u00e3e. Coisa rara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">T\u00e3o raro, ali\u00e1s, quanto a hospitalidade dos kalunga, t\u00edmidos e da fala mansa, mas com uma sensibilidade enorme. Ao voltar de um jantar, por exemplo, o grupo em que a reportagem estava foi recepcionado por uma fogueira acesa no quintal da pousada de Cida, o que criou um momento muito genu\u00edno de troca entre o grupo. Uma experi\u00eancia, como dizem por a\u00ed. Mas que, nos kalunga, ainda \u00e9 s\u00f3 uma simples e despretensiosa cortesia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/f.i.uol.com.br\/fotografia\/2026\/04\/15\/177628451369dff36121ff1_1776284513_3x2_md.jpg\" alt=\"Dez pessoas sentadas em c\u00edrculo ao redor de uma fogueira acesa \u00e0 noite. Ao fundo, duas casas simples com luzes acesas iluminam parcialmente o terreno.\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fogueira acesa no quintal da pousada da Cida; o que chamam por a\u00ed de experi\u00eancia, nos kalunga ainda \u00e9 s\u00f3 uma simples e despretensiosa cortesia &#8211;\u00a0Gabriel Justo\/Folhapress<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading has-medium-font-size\" id=\"h-saiba-mais-sobre-a-chapada-dos-veadeiros\">Saiba mais sobre a Chapada dos Veadeiros:<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/pousadas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Onde dormir<\/a><\/strong><br>&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/ondecomer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Onde comer<\/a><\/strong><br>&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/lojas-e-servicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Onde comprar<\/a><\/strong><br>&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/atrativos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Onde ir<\/a><\/strong><br>&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/guias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Guias e Condutores de Turismo<\/a><\/strong><br>&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/operadoras\">Operadora e Ag\u00eancias de Turismo<\/a><\/strong><br>&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/experiencias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Experi\u00eancias<\/a><\/strong> e <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/turismo-de-aventura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Aventuras<\/a><\/strong><br>&#8211; <strong><a href=\"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/terapias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Terapias na Chapada dos Veadeiros<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto por Gabriel Justo | Folha UOL CAVALCANTE (GO) Na metade do s\u00e9culo 18, mais ou menos na mesma \u00e9poca em que o bandeirante Anhanguera buscava ouro escondido nos rinc\u00f5es do Brasil e fundava a Cidade de Goi\u00e1s, alguns escravizados que fugiam do trabalho for\u00e7ado nas minas se refugiaram em um territ\u00f3rio a cerca de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14878,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-14877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cavalcante"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14877\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/srv905795.hstgr.cloud\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}